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[Lugares] - Floresta Negra

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[Lugares] - Floresta Negra

Mensagem por Poseidon em Seg Jun 13, 2011 7:57 pm

Aqui se encontra a parte negra da Floresta. Poucos foram os que entraram e sairam daqui vivos. Os mais diversos tipos de animais vivem aqui.



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Re: [Lugares] - Floresta Negra

Mensagem por Alice von Versailles em Ter Nov 29, 2011 8:42 pm



▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬

Alice x Minotauro
(teste para filha de Hades)


▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬







E
ra noite. Cerrei minha mão em torno da empunhadura da minha espada - sem tirá-la da bainha -, esperando que alguém ou algo saltasse na minha direção a qualquer instante. Fitei o ambiente ao meu redor, enquanto o vento chicoteava meus cabelos e as folhas farfalhavam no solo úmido. Em seguida, semicerrei os olhos, forçando a vista e tentando enxergar algum possível obstáculo à minha frente. Como as copas das árvores impediam qualquer luz lunar de alcançar o solo, toda a floresta não passava de uma densa e lúgubre penumbra. De repente, ouvi um barulho. Virei-me imediatamente para o lugar do qual o ruído viera, mas não havia nada ali. Respirei fundo, tentando restabelecer minha calma. Oras, foi apenas um barulhinho, ponderei. O pensamento, no entanto, foi mais para me reconfortar do que para afirmar um fato. Algum esquilo deve ter passado inocentemente aqui por perto. Prendi meu cabelo em um coque frouxo, sem tirar a mão da espada, e continuei a caminhar pelo local.
A pergunta é: o que alguém como eu estaria fazendo na Floresta Negra?
Na realidade, não era para eu estar ali. Era pra estar no conforto do meu chalé - ou não, já que meu chalé era lotado -, lendo um bom livro do Stephen King e ouvindo música. Todavia, meu tédio gritou mais alto. Precisava fazer algo, necessitava de adrenalina, estava sedenta por batalha.


U
m segundo barulho ecoou pelo ar; desta vez, era um som gutural e extremamente ensurdecedor. Voltei-me imediatamente para trás e tentei ver algo além do breu impenetrável. Avancei alguns passos cautelosos para frente, tomando muito cuidado para não ser surpreendida com um ataque. Depois de cinco segundos, consegui distinguir a silhueta irregular e grande de um Minotauro. Ainda não era possível enxergá-lo por completo, mas eu sabia como era sua aparência: era um monstro grande, corpulento e forte. Tinha olhos negros como contas de plástico, uma cabeça de touro - a qual era totalmente discrepante em relação ao restante do corpo -, e um machado em mãos. Eu sei que foi uma atitude covarde, mas tenho certeza que você também teria essa reação quando desse de encontro com uma criatura desse porte. Recuei vários passos para trás lentamente, tentando não pisar em uma folha seca e fazer barulho. Não sabia o que sobraria de mim caso aquele troglodita encostasse aquele lindo machadinho no meu frágil crânio.


T
odavia... o Minotauro já havia farejado minha presença. A criatura grunhiu, fazendo meus tímpanos praticamente pularem para fora do corpo, e veio na minha direção à passos largos. Não seria exagero dizer que toda a floresta se sacudiu enquanto ele andava. Desembainhei de súbito minha espada, a lâmina afiada brilhando com a luz cálida da lua, e equipei meu escudo (o qual trazia comigo). Poucos segundos depois, o Minotauro já estava na minha frente, as narinas inflando e os olhos inexpressivos me encarando. Oras, querida Alice? Não era isso que você queria? Adrenalina? Então voilá, aqui está sua dose de diversão por hoje.
Respirei fundo, enchendo meus pulmões com o ar fortificante da floresta, e ergui as sobrancelhas para a criatura à minha frente.
▬ Hasta la vista, baby. ▬ provoquei, antes de investir contra ele.


F
ui ao encontro da criatura, ferrenha, e desferi um golpe horizontal com a minha espada. O Minotauro grunhiu e desviou o golpe com seu machado, usando-o como uma espécie de escudo metálico. Depois, andou dois passos para frente, agarrou o cabo do machado com as duas mãos peludas e golpeou o lugar no qual eu estava antes de me jogar para a esquerda. Caí com um baque na grama da Floresta. Antes que o Minotauro pudesse perceber que havia escapado do seu ataque, ergui-me com um salto do chão e subi em uma pedra que era poucos centímetros mais alta que o nível do chão. Minha vantagem era que o meu oponente era lento, apesar do tamanho e da força. Chamei-o com um assobio e posicionei a espada novamente à frente do corpo, a ponta da lâmina apontada na direção do meu alvo. Ele voltou-se para mim novamente e brandiu o machado com ferocidade, como se aquela fosse a melhor batalha da sua vida.


I
nvesti contra ele novamente, usando as duas mãos para deixar a espada mais equilibrada e fácil de manusear. Tentei pensar em algum ponto estratégico para atacar, mas não consegui arquitetar nada. Desferi o golpe de forma calculada, mirando no seu tórax largo. Uma frase um tanto clichê veio à minha cabeça naquele momento: Tamanho não é documento. O Minotauro usou a superfície resistente do seu machado para repelir o golpe, posicionando-a bem à frente do corpo. O baque da espada com o machado me impulsionou para trás e eu caí de costas na grama, sujando totalmente minha roupa. O Minotauro ergueu o machado, ansiando pelo cheque-mate, mas consegui rolar para o lado oposto bem no momento em que a arma desceu. A lâmina pegou de raspão meu antebraço, e um corte superficial abriu-se na região. Um filete de sangue escorreu pelo membro e minha cabeça começou a doer devido ao esforço.


O
Minotauro investiu contra mim novamente, desta vez rasgando o ar com seu machado e grunhindo ainda mais alto. Bufei, já cansada daquele monstro barulhento. Posicionei meu escudo rente ao corpo e me aproximei do monstro, a espada erguida até a altura do pescoço. Em seguida, desferi um golpe rápido, usando toda a força possível do braço direito, e acertei-o no ombro. Pensei que o Minotauro fosse se reduzir à pó imediatamente, porém nada aconteceu; a criatura apenas ficou ali, inerte, reclamando. O ataque só servira para deixá-la ainda mais furiosa. O minotauro cerrou o imenso punho - o qual parecia muito maior do que nas descrições - e tentou acertar-me com o cabo do seu machado. Entretanto, consegui esquivar-me para baixo e escapar ilesa do ataque. Afastei-me um pouco e desferi um segundo golpe contra meu adversário, visando acertar seu imenso flanco esquerdo, e recuei mais alguns passos. A lâmina da espada fincou na sua pele tenra com precisão.


D
epois disso, tudo o que pôde ser ouvido foi um som gutural ensurdecedor. O Minotauro reduziu-se à um montinho de cinzas insignificantes no chão da Floresta Negra. Seu machado pousou no chão com um baque surdo e dramático.
Chega de adrenalina por hoje.
Enxuguei o suor que escorria pela minha têmpora e caminhei em direção ao Acampamento Meio-Sangue.




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Descubro o unico lugar que não quero ir.

Mensagem por Pedrohbs em Qua Dez 14, 2011 6:44 pm

Desde que me intendo com gente gosto de ir para todos os lugares mas a floresta negra era uma exeção.Na minha lista de lugares que eu nunca quero vizitar ela está em terceiro lugar,é serio:
1ºlugar:Tartaro.
2ºlugar:Monte Otris (São Fransisco).
3ºlugar:Floresta negra.
Mas sem querer passei na frente da floresta negra e ouvi um som que vai me dar pesadelos por meses.Eu me vi ficando palido. pale

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Re: [Lugares] - Floresta Negra

Mensagem por Lucy Q. Fabray em Qua Dez 21, 2011 6:34 pm

Sai em disparada da fogueira, vindo diretamente para cá. Na floresta negra, eu relaxava mais. Deixava tudo de lado, e repensava em tudo que eu teria feito para as pessoas. Mais aquele fato não dava para ser ignorado. Richard, não dava para ser ignorado. Nossos momentos foram poucos, mais foram bastantes para deixar marca registrada em meu coração.

Não havia o porquê de prender tudo aquilo. Eu estava sufocando. Deixei que os sentimentos fluíssem e me dominassem por si só. Me vi chorando, discretamente, mais chorando. As lágrimas banhavam meu rosto. Limpei-as com cuidado, e procurei um lugar para me acomodar. Me sentei a baixo de uma árvore grande, me recostando em seu tronco. Como já estava tarde, ninguém me veria por ali, a não ser que tivesse a mesma ideia que eu.

Suspirei longamente, sentindo o peso sessar. Era um alívio sentir que tudo estava posto pra fora. Mesmo que estivesse machucando a nós dois. Mais era assim que tinha que ficar. Era assim que ia ser, daqui pra frente. Nada de se entregar. Nada de se deixar envolver. Dobrei os joelhos, encostando a cabeça nos mesmos.

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